segunda-feira, 13 de junho de 2011


"(...)
e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos (...) faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta 
(...)"
c.l.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Passava os dias ali,
quieto, 
no meio das coisas miúdas.
E me encantei."

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
    "Sou livre para o silêncio das formas e das cores."
m.b.

domingo, 20 de março de 2011

"Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho" 
d.i.l.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


Esse é Bernardo. Bernardo da Mata. Apresento.
Ele faz encurtamento de águas.
Apanha um pouco de rio com as mãos e espreme nos vidros
Até que as águas se ajoelhem
Do tamanho de uma lagarta nos vidros.
No falar com as águas rás o
exercitam.
Tentou encolher o horizonte
No olho de um inseto - e obteve!
Prende o silêncio com fivela.
Até os caranguejos querem ele para chão.
Viu as formigas carreando na estrada duas pernas de ocaso
para dentro de um oco... E deixou.
Essas formigas pensavam em seu olho.
É homem percorrido de existências.
Estão favoráveis a ele os camaleões.
Espraiado na tarde -
Como a foz de um rio - Bernardo se inventa...
Lugarejos cobertos de limo o imitam.
Passarinhos aveludam seus cantos quando o vêem.
m.b.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

"Que eu olho e fico surpreso
Uma nuvem carregada
Se sustentar com o peso
E dentro de um bolo dágua
Sair um corisco aceso."

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"(...)
 Era uma contemplação
Como com lente que aumenta;
Era o espaço em expansão
E o tempo em câmara lenta.
Era tudo em comunhão
Com o um e tudo à solta;
Era uma outra visão
Das coisas à nossa volta 
(...)
E as coisas aquela vez
Eram qual foram e são,
Só que tínhamos os pés
Um tanto fora do chão."
c.c.
















segunda-feira, 1 de novembro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Jamais poderei renunciar ao sentimento de que aí, encostado à minha cara, entrelaçado nos meus dedos, existe algo como uma deslumbrante explosão em luz, uma irrupção de mim para o outro e do outro em mim, algo infinitamente cristalino que poderia coagular e transformar-se em luz total sem tempo nem espaço."
j.c.