sexta-feira, 17 de agosto de 2012


Mamãe revolução que estás na semente,
devoradora seja tua chama ao meio-dia do povo,
entendido seja o teu sinal pelos humildes que ainda
ignoram o alfabeto e consequentes esperam
a ressurreição da carne.
Ensina-nos a cuidar de ti em nossa própria força,
a prosseguir-te apesar das velhas desesperanças,
desacreditando-nos e negando mais de três vezes,
se for necessário, nossos temíveis atavismos.

l.s. 

domingo, 17 de junho de 2012


"Esta ausência de equilibrio não sobrevive à colocação em jogo da experiência,
indo ao término do possivel."
g.b.

domingo, 13 de maio de 2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012








"Pense nisto:
 quando dão a você de presente um relógio
 estão dando um pequeno inferno enfeitado,
 uma corrente de rosas, 
um calabouço de ar."
j.c.

sábado, 3 de março de 2012


"Eles estão evocando o futuro; mesmo que estejam enganados, que se abracem cegamente, o futuro virá apesar de tudo; um homem novo se há de erguer. Sobre a base do acaso que parece cumprir-se nesse abraço, acorda a lei que faz com que um germe forte e poderoso avance até o óvulo que vem aberto a seu encontro. Não se deixe enganar pela superfície: - nas profundidades tudo se torna lei."
r.m.r.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

 "Represemtamos,
em suma,
porque desde o momento em que se nasce 
não se faz outra coisa senão mentir."
j.p.s.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"Veja... 
no universo não tem dentro, só fora... 
ou, se quiser, o fora total é que é o dentro. Entendeu?"
um politécnico para r.f.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011


"(...)
e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos (...) faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta 
(...)"
c.l.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Passava os dias ali,
quieto, 
no meio das coisas miúdas.
E me encantei."

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
    "Sou livre para o silêncio das formas e das cores."
m.b.

domingo, 20 de março de 2011

"Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho" 
d.i.l.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


Esse é Bernardo. Bernardo da Mata. Apresento.
Ele faz encurtamento de águas.
Apanha um pouco de rio com as mãos e espreme nos vidros
Até que as águas se ajoelhem
Do tamanho de uma lagarta nos vidros.
No falar com as águas rás o
exercitam.
Tentou encolher o horizonte
No olho de um inseto - e obteve!
Prende o silêncio com fivela.
Até os caranguejos querem ele para chão.
Viu as formigas carreando na estrada duas pernas de ocaso
para dentro de um oco... E deixou.
Essas formigas pensavam em seu olho.
É homem percorrido de existências.
Estão favoráveis a ele os camaleões.
Espraiado na tarde -
Como a foz de um rio - Bernardo se inventa...
Lugarejos cobertos de limo o imitam.
Passarinhos aveludam seus cantos quando o vêem.
m.b.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010